São aproximadamente onze da manhã do dia 23 de março de 2006. A semana passou rápido. A segunda-com-vontade-de-morrer foi outro dia. Estou lendo Cecília Meireles, em busca de uma delicadeza qualquer que movimente o dia (e os pensamentos).
Sinto-me triste e frustrada, numa solidão muito doída, lá no fundo, com gosto de abandono e descaso. Por conta dessa sensação geral de morte, vesti luto e não creio que poderia haver cor mais apropriada para meu estado de espírito nesse dia.
Há uns olhos azuis que passeiam, para lá e para cá, e sorrisos e pensamentos fora de lugar. O que fazer? Parece que chegam no momento mais oportuno, quando a sensação de decepção é tamanha que a sensibilidade abre as portas a novas possibilidades, mais gentis, mais atenciosas, amor-amor.
Mas o que. Eu me conheço muito bem para saber que é preciso estar à beira da morte para aceitar mudanças, o que pode ser tão seguro quanto trágico. As escolhas vêm e vão rápido demais para o risco da inércia. É tudo tão medíocre ao meu redor. E dentro de mim.
O céu está cinzento e choveu um pouco. Chuvinha pouca, sem vontade. Há sol aqui e acolá, o que faz aquele calor desagradável sempre presente. Espero que o dia ajude, e chova tanto quanto aqui dentro. Dessa chuva revolta e perene, de dias a fio sem parar.
No horizonte há um indício, e o vento já parece mais gelado (que solidão).
Quando o assunto é o tempo, não se pode estar mais sozinho.
Uma vontade de conversar! De cafezinho ao fim da tarde, perto do mar, com gosto de chuva. Confidências à meia-voz. Qu’est-ce que si passe? C’est la solitude, toujours là!
Sinto-me triste e frustrada, numa solidão muito doída, lá no fundo, com gosto de abandono e descaso. Por conta dessa sensação geral de morte, vesti luto e não creio que poderia haver cor mais apropriada para meu estado de espírito nesse dia.
Há uns olhos azuis que passeiam, para lá e para cá, e sorrisos e pensamentos fora de lugar. O que fazer? Parece que chegam no momento mais oportuno, quando a sensação de decepção é tamanha que a sensibilidade abre as portas a novas possibilidades, mais gentis, mais atenciosas, amor-amor.
Mas o que. Eu me conheço muito bem para saber que é preciso estar à beira da morte para aceitar mudanças, o que pode ser tão seguro quanto trágico. As escolhas vêm e vão rápido demais para o risco da inércia. É tudo tão medíocre ao meu redor. E dentro de mim.
O céu está cinzento e choveu um pouco. Chuvinha pouca, sem vontade. Há sol aqui e acolá, o que faz aquele calor desagradável sempre presente. Espero que o dia ajude, e chova tanto quanto aqui dentro. Dessa chuva revolta e perene, de dias a fio sem parar.
No horizonte há um indício, e o vento já parece mais gelado (que solidão).
Quando o assunto é o tempo, não se pode estar mais sozinho.
Uma vontade de conversar! De cafezinho ao fim da tarde, perto do mar, com gosto de chuva. Confidências à meia-voz. Qu’est-ce que si passe? C’est la solitude, toujours là!
